Dante Leoncini
Esta tradução foi feita por IA e pode conter erros. O idioma original é o espanhol.

Sobre mim

Sou Dante Leoncini: programador, designer 3D e divulgador de software livre, de nacionalidade argentina.

Eu sonhava com outro futuro

Quando criança, eu sonhava como esses aparelhos, celulares como o Nokia N95, iam mudar e melhorar o mundo. Imaginava um futuro em que todos tivessem celulares melhores que o Nokia N95: mais baratos, acessíveis e potentes. Um futuro em que a tecnologia nos desse mais liberdade e tempo, nos ajudasse no dia a dia, a melhorar, a estudar melhor, a ter mais saúde...

A realidade foi outra. Acabamos sendo idiotizados pelas redes sociais, projetadas para gerar vício e dependência, para que a gente não consiga largar a tela.

A obsolescência programada

Continuam nos enganando. Projetam dispositivos que em pouco tempo ficam lentos e "obsoletos" à força de atualizações de software, para nos obrigar a comprar um novo de novo e de novo. E o mais absurdo: esses aparelhos são milhões de vezes mais potentes que um simples Nokia N95 de 2007.

Uma pilha de lixo eletrônico. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).

A humanidade gera cerca de 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Para ter uma ideia, equivale ao peso de mais de 138.000 aviões de passageiros. E estima-se que o número vai passar de 75 milhões de toneladas por ano antes do fim da década.

Fonte: Global E-waste Monitor 2024 (ITU / UNITAR)

Alugam até a colher de pedreiro

Hoje querem nos escravizar com assinaturas que temos que pagar mês após mês. E não só para o lazer: querem se tornar indispensáveis no seu trabalho e na sua vida.

Imagine que a sua ferramenta de trabalho, aquela com que você ganha a vida, tivesse uma assinatura mensal. Que você não saiba se vão aumentar o preço ou mudar os termos e condições. Ou que um dia, por um bloqueio, você não possa mais trabalhar no seu próprio país. Não é ficção científica, já aconteceu:

Imagine que um pedreiro tivesse que pagar todo mês para usar a sua colher e levantar uma parede... É ridículo.

O software fechado é uma caixa-preta

Há um perigo enorme em instalar programas que você NÃO sabe o que fazem, porque são de código fechado. Eles te espionam. Coletam suas informações pessoais. E essas informações não servem só para te vender lixo que você não precisa: também servem para manipular pessoas e países inteiros.

Essas ferramentas são drogas. Dão a primeira amostra de graça e, quando você percebe, já está viciado e dependente. Existe uma dependência tremenda de sistemas operacionais como o Microsoft Windows.

Minha resposta: o software livre

Diante de tudo isso, eu defendo e uso software livre. Ferramentas que te dão liberdade e controle de verdade, não uma data de validade. Faço todo o meu trabalho com elas, e são elas que quero dar visibilidade:

Mais sustentável e mais acessível

Fazer uma tecnologia mais sustentável e econômica não é só cuidar do planeta. Graças à reciclagem e ao reuso do que já existe, muito mais gente poderia ter acesso à tecnologia. O que para alguns é "lixo", para outros pode ser o primeiro computador.

Por isso, os meus projetos

Cada projeto que faço (Whisk3D, os ports para o Nokia N95, meu motor de jogos retrô) é uma demonstração: o hardware "velho" ainda é capaz. Não jogamos fora porque deixa de funcionar, jogamos fora porque nos convencem de que deixou de funcionar.

O software é arte

O software é um dos muitos problemas que temos como humanidade. Mas também é uma arte linda, uma arte que poucos compreendem. Ninguém realmente aprecia a obra de arte que é o Mario num Famicom, o Sonic num Sega ou o Crash Bandicoot no primeiro PlayStation, porque não conhece as limitações técnicas desses consoles. Não sabe o quanto os desenvolvedores sofreram para extrair o máximo daquele hardware. Se entendessem o contexto, como foram feitos e contra quais limites, talvez entendessem por que eram arte.

O software é arte. E é a ferramenta que pode nos ajudar a melhorar o mundo... ou a destruí-lo.

Para que tudo isso?

O objetivo é simples e vai além do código: